setembro, 2017

Dá para tratar o excesso de queda de cabelo?

 

Laser pode ajudar no tratamento da queda de cabelo por alopecia androgenética

A queda de cabelos pode acometer tanto homens e mulheres, em uma condição genética produzida pela ação dos andrógenos circulantes, chamada alopecia androgenetica (AAG).

O distúrbio provoca perda e afinamento progressivo dos cabelos.

As causas da AAG são multifatoriais porque envolve fatores de ordem genética e hormonal. A doença é a forma mais comum de perda de cabelos, acometendo 50% dos homens, aos 50 anos, e 50% das mulheres, aos 80, de acordo com estudo da Surgical Dermatology.

Tratamentos possíveis

Novos estudos apresentam estratégias terapêuticas para amenizar ou melhorar de forma significativa a queda de cabelos de cunho genético-hormonal. “Nos consultórios médicos fazemos com frequência a injeção de medicações na derme (camada média da pele) do couro cabeludo, com finalidade de promoção do crescimento dos folículos pilosos”, explica a dermatologista e tricologista Patricia Lima.

Esse tipo de tratamento é chamado de mesoterapia capilar. Os microtraumatismos feitos em couro cabeludo pela agulha e a injeção direta destes ativos aumentam a circulação local, fornecem nutrientes e retardam o processo da queda dos fios.

Combinação de técnicas

O que vem como novidade terapêutica, no sentido de otimizar os resultados do tratamento da alopecia androgenética, é a associação do laser Erbium Glass 1550nm (aparelho aprovado pela Anvisa) à infiltração de ativos via intradérmica (mesoterapia).

“O laser induz um aumento da circulação sanguínea local, aumento da produção de citocinas e fatores de crescimento relacionados à biologia dos cabelos. Realizado o laser e logo em seguida feita injeções dos ativos presentes na mesoterapia, teremos uma somatória positiva de efeitos que estimularão o crescimento de novos pelos e a involução da queda”, ressalta a dermatologista.

Pesquisa comprova

Segundo a publicação da Surgical Dermatology, foram tratados 62 pacientes, com sessões que variaram entre três a 14, os quais 48,39% dos pacientes apresentaram melhora discreta e 46,77% melhora importante. A maioria (96,77%) ficou satisfeita com o tratamento. Os pacientes muito satisfeitos realizaram maior numero de sessões, em média mais de seis.