setembro, 2017

Dá para tratar o excesso de queda de cabelo?

A queda de cabelo em excesso é um problema comum, tanto em homens quanto em mulheres, e afeta muito a autoestima de quem passa por esse tipo de situação. Perder cerca de 100 fios por dia é normal, mas o problema é quando os fios caem além disso e, assim, constata-se uma queda de cabelo em excesso.

O problema é tão comum que não perdoa nem ricos e famosos. O príncipe William, da realeza britânica, e a cantora Fergie são apenas alguns dos exemplos mais conhecidos.

Um dos principais responsáveis pela queda de cabelo em excesso atende pelo nome de alopecia androgenética (AAG), condição genética produzida pela ação dos andrógenos circulantes em pacientes predispostos.

O que é a alopecia androgenética?

O distúrbio provoca perda e afinamento progressivo dos cabelos, e as chances de apresentar o problema aumentam com a idade. A doença é a forma mais comum de queda de cabelo, acometendo 50% dos homens, aos 50 anos, e 50% das mulheres, aos 80, de acordo com estudo da SurgicalDermatology.

As causas da AAG são multifatoriais e envolvem fatores de ordem genética e hormonal. Em algumas partes do corpo masculino, como a próstata, testículos e folículos capilares, uma enzima chamada 5α-redutase (lê-se “cinco alfa redutase”) é responsável por transformar a testosterona em uma versão bem mais forte: o hormônio di-hidrotestosterona (DHT). As mulheres também produzem DHT, porém em quantidades muito menores.

O problema é que, no couro cabeludo, o DHT parece promover a chamada miniaturização folicular: os folículos capilares vão diminuindo de tamanho; a fase de crescimento do cabelo fica cada vez mais curta; as fases de descanso se prolongam e os fios vão se tornando mais finos e ralos, podendo até parar de nascer por completo.

Já nas mulheres, o padrão mais frequente de calvície envolve uma perda mais difusa do cabelo, com raleamento mais visível dos fios no topo da cabeça (o local onde o cabelo é repartido).

Aparentemente, os hormônios femininos ajudam a proteger os fios da ação do DHT: com a diminuição da produção desses hormônios, principalmente após a menopausa, a queda de cabelos pode se manifestar de forma mais acentuada.

Como saber se é alopecia androgenética?

Algumas ocorrências podem dar pistas: histórico familiar de calvície; perda lenta e gradual dos cabelos, seguindo os padrões tradicionais de avanço da alopecia androgenética.

QUEDA DE CABELO TRATAR

É possível tratar a queda de cabelo em excesso?

Novos estudos apresentam estratégias terapêuticas para amenizar ou melhorar de forma significativa a queda de cabelos de cunho genético-hormonal. “Nos consultórios médicos fazemos, com frequência, a injeção de medicações na derme (camada média da pele) do couro cabeludo, para promover o crescimento dos folículos pilosos”, explica a dermatologista e tricologista Patricia Lima.

Esse tipo de tratamento é chamado de mesoterapia capilar. Os microtraumatismos feitos no couro cabeludo pela agulha e a injeção direta desses ativos aumentam a circulação local, fornecem nutrientes e retardam o processo da queda dos fios.

Dá para combinar técnicas para tratamento da queda de cabelo?

Uma grande novidade terapêutica para otimizar os resultados do tratamento da alopecia androgenética, é a associação do laser Erbium Glass 1550nm (aparelho aprovado pela Anvisa) à infiltração de ativos via intradérmica (mesoterapia). Esse aparelho utiliza uma técnica não ablativa (que preserva a epiderme), tratando a pele sem queimar a camada superficial, não formando “crostas” como ocorre nos tratamentos com lasers ablativos. Assim, a recuperação é mais rápida.

“O laser induz um aumento da circulação sanguínea local, aumento da produção de citocinas e fatores de crescimento relacionados à biologia dos cabelos. Realizado o laser e logo em seguida feita injeções dos ativos presentes na mesoterapia, teremos uma somatória positiva de efeitos que estimularão o crescimento de novos pelos e a involução da queda”, ressalta a dermatologista.

O procedimento não deve ser realizado em casos de irritações ou ferimentos na região a ser tratada, ou em casos de doenças sistêmicas descompensadas, como diabetes. As demais contraindicações estão ligadas diretamente a cada tipo de tratamento e devem ser avaliadas pelo dermatologista.

Pesquisa comprova

Segundo a publicação da SurgicalDermatology, foram tratados 62 pacientes, com sessões que variaram entre três a 14, os quais 48,39% dos pacientes apresentaram melhora discreta e 46,77% melhora importante. A maioria (96,77%) ficou satisfeita com o tratamento. Os pacientes que ficaram muito satisfeitos realizaram maior número de sessões, em média mais de seis.

Confira nosso blog e tenha mais informações sobre procedimentos dermatológicos.