janeiro, 2018

Por que famosas fazem jejum intermitente?

O jejum intermitente pode ajudar a redefinir o corpo ao utilizar a gordura como combustível principal, em vez do açúcar, diminuindo o risco de doenças crônicas

A dieta do jejum intermitente virou febre entre as famosas. Várias delas aderiram ao regime em que é preciso se privar da alimentação durante determinados intervalos de tempo (de 12 a 24 horas, no máximo). Entre as que aprovaram os resultados estão Deborah Secco, Juliana Paes e Glória Maria, além das celebridades internacionais Salma Hayek e Gwyneth Paltrow.

O jejum intermitente e a Autofagia

Num primeiro momento, o jejum intermitente não parece saudável, entretanto, o ganhador do Nobel de Medicina de 2017, Yoshinori Ohsumi, afirmou que o jejum “faz suas células se comerem, processo chamado de autofagia, e isso te renova”.

A autofagia é um importante mecanismo de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. A redução da autofagia leva ao acúmulo de componentes danificados, o que está associado à morte das células e ao desenvolvimento de doenças. Dessa forma, manter o mecanismo ativo seria uma forma de prevenir problemas.

O jejum intermitente, então, é uma maneira de perder gorduras indesejadas, além de ajudar a controlar a ânsia por açúcar. Como muitas pessoas têm gordura em excesso que não conseguem eliminar, a dieta pode trazer grandes benefícios.

Queima de gordura

Quando o açúcar não é necessário como combustível principal, o corpo não anseia tanto por ele nos momentos em que o estoque da substância está baixo. Dessa forma, o corpo se adapta à queima de gordura, em vez de açúcar, tornando a gordura combustível principal, diminuindo muito o risco de doenças crônicas.

Além disso, a dieta auxilia a normalizar os níveis de grelina, o “hormônio da fome”, e na redução dos níveis de triglicerídeo, do estresse oxidativo.

Acompanhamento médico

Entretanto, caso a privação de nutrientes seja muito longa, os efeitos do jejum intermitente passam a ser negativos, porque as células podem começar a degradar componentes importantes para o organismo.

Assim, o ideal seria conseguir estimular a faxina interna no tempo suficiente para garantir benefícios sem causar prejuízos. E para garantir o aumento da expectativa de vida no longo prazo, o jejum precisaria ser feito de forma periódica e só por pessoas saudáveis, sem deficiências nutricionais.

A dieta, é claro, deve ser acompanhada por um profissional especializado, porque, caso contrário, pode ser extremamente prejudicial à saúde. Marque uma consulta com um especialista de sua confiança. Saiba mais aqui.