dezembro, 2017

Mitos e verdades sobre finasterida para queda de cabelo

Médico dermatologista Bruno Vargas esclarece dúvidas sobre tratamento contra calvície e o uso de finasterida.

A finasterida foi concebida inicialmente para tratar homens que tiveram aumento da próstata, o que provoca dificuldade para urinar, devido ao estreitamento da uretra.  Os pacientes então perceberam outro efeito do remédio: um significativo aumento no crescimento dos cabelos.

Assim, surgiu a primeira pílula lançada para o tratamento da calvície masculina. Entretanto, qualquer pessoa pode tomar? Tem efeitos colaterais? O médico dermatologista Bruno Vargas esclarece dúvidas a respeito do uso da substância.

Só homens podem tomá-lo

Mito: a finasterida tem o objetivo de diminuir a evolução da calvície hereditária, cientificamente chamada de “alopecia androgênica”, atuando na inibição da transformação da testosterona em dihidrotestosterona (DHT), e, assim, evitando a miniaturização dos fios e a calvície. As mulheres com o diagnóstico de alopecia androgenética feminina e que já se encontram na menopausa podem se beneficiar do medicamento. Vale ressaltar que antes da menopausa a medicação está contraindicada.

Mulheres grávidas devem passar longe do remédio

Verdade: mulheres férteis ou grávidas não podem tomar o medicamento, porque  poderia causar anormalidades na genitália externa de bebês do sexo masculino.

A finasterida causa impotência sexual

Mito. Diversos estudos clínicos foram realizados e não houve diferença substancial entre os que administraram o medicamento e os que receberam placebo, com relação libido sexual. A incidência de disfunções sexuais em pacientes que utilizam a finasterida é muito baixa.

Qualquer homem pode comprar o medicamento e começar a tomá-lo

Mito. A finasterida, como qualquer outro medicamento, só pode ser utilizada de acordo com orientação médica.

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